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22 de Julho se torna o Dia de Combate ao Feminicídio no Estado do Paraná

Data relembra a trágica morte da advogada guarapuavana Tatiane Spitzer e é mais uma ferramenta para tentar diminuir os números absurdos da violência contra as mulheres. Projeto de Lei que transforma o dia em luta foi aprovado na Alep nesta segunda (10) é de autoria de Cristina Silvestri

por Jonas Laskouski

Atualizado em 10/06/2019 - 08h29

Mais uma ferramenta para tentar diminuir a violência contra a mulher foi implantada no Estado. O Projeto de Lei 92/2019 foi aprovado nesta segunda feira (10), na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e torna o 22 de Julho, Dia de Combate ao Feminicídio.

 

A data foi escolhida por ser o dia em que Tatiane Spitzner morreu esganada pelas mãos do então marido Luis Felipe Manvailer e depois teve o corpo jogado da sacada do prédio onde morava com o réu no Centro de Guarapuava, segundo o Ministério Público do Paraná, com base em laudos periciais e no inquérito policial. Manvailer aguarda julgamento e permanece preso na PIG.

 

O réu vai a júri popular ainda sem data definida pela Justiça (Imagem: Reprodução/G1 Paraná)

 

A autora da proposta é a deputada estadual Cristina Silvestri, que disse que “a conscientização e a educação são os caminhos que precisamos seguir para que as mulheres consigam se libertar dos seus agressores e para que os homens se tornem menos violentos. E esta lei vem de encontro a esta proposta, relembrando, ainda, a gravidade deste bárbaro crime”.

 

EM PROL DAS MULHERES

 

Além desta lei, tramitam na Alep hoje outros dois projetos de autoria da deputada que atendem, também, os direitos das mulheres. Um deles contempla a educação, pedindo a priorização e preferência de vagas em curso de qualificação técnica e profissional às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no Estado do Paraná.

 

“A ideia é que estas mulheres possam se capacitar, ter uma profissão, e não depender financeiramente de seus companheiros. Nós sabemos que a questão financeira é um dos fatores que, muitas vezes, faz com que elas permaneçam com seus agressores”, explica.

 

Outro projeto em trâmite pede a priorização de vagas para crianças, filhos e filhas de mulheres em situação de violência em escolas estaduais. “Não é incomum termos que mudar uma mulher de cidade para que ela recomece a sua vida longe do seu agressor. Ou para que ela fique temporariamente longe dele. Então essa priorização de vagas para os filhos vem nesse sentido, para que em uma mudança, as crianças tenham vaga garantida na escola e a mulher tenha tempo para trabalhar”.

 

TRABALHO ANTIGO

 

Empenho na luta pelo fim da violência contra as mulheres (Foto: Ascom)

 

Desde seu primeiro mandato, Cristina Silvestri tem trabalhado em causas que atendem todas as mulheres paranaenses. Uma das suas principais iniciativas foi o Botão do Pânico, lei de sua autoria implantada no Paraná através de programa do Governo do Estado.

 

“O Botão do Pânico foi uma conquista que agrega muito para o Paraná. Nós saímos na frente neste quesito, sendo o primeiro Estado a implantar o botão nos municípios do interior e não só na capital”, relembra Cristina.

 

Atualmente, o botão em seu formato analógico está disponível em Irati, Apucarana, Arapongas, Curitiba e Matinhos. Neste mesmo formato, o dispositivo está em fase de instalação em Londrina e Guarapuava. Nos próximos meses, entretanto, o botão passará a funcionar de maneira digital, via aplicativo da Polícia Militar, atendendo mulheres de todas as cidades do Paraná e, futuramente, também os idosos com medida protetiva, que passaram a ser incluídos no programa Botão do Pânico neste ano através de uma alteração na lei de Cristina.

 

(Com informações da Ascom)

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