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Guarapuava e Região

O LADO BOM DA VIDA

A ficha de Julia Cristina Roszkowski caiu de um jeito surpreendente

Quase cinco meses após o acidente, a guarapuavana vai muito bem, obrigado. Se duvidar, melhor que qualquer um de nós. O Se Liga esteve na casa da família na tarde desta segunda (26) onde conversou com a jovem que é pura superação

por Jonas Laskouski

Atualizado em 27/08/2019 - 12h05

Quase cinco meses após o acidente que quase tirou sua vida, a jovem Julia Cristina Roszkowski é outra pessoa. Mais alegre, mais confiante, mais grata. Na meio da tarde desta segunda (26), o Se Liga esteve no apartamento da família para um bate papo com a Julinha, o pai – Luciano ‘Gago’ – e a mãe, Tereza Cristina. O ‘deboismo’ da guarapuavana impressiona. E contagia.

 

Fé contagiante (Foto: Jonas Laskouski/Se Liga)

 

“Tô levando bem numa boa, bem tranquila. Pra mim, eu digo que é bem normal. Tô inclusive mais feliz”. Como assim, menina? Até os amigos (ainda) se surpreendem. “Acho que a ficha dela [de Julia] não caiu ainda”, comentaram. “Não, a ficha de vocês é que não caiu. Vocês aí com esse ar de dó e isso eu não posso admitir. A minha ficha caiu bem”. De um jeito surpreendente.

 

Foram 21 fraturas no corpo – a maior parte nas pernas. Segundo os médicos que ainda acompanham Julia, ela só voltaria a andar no final do ano, em dezembro. Assim como previram que ela ficaria cerca de 110 dias na UTI. Ela ficou 47. Foi uma recuperação bem rápida. Como bem disse o pai, tem o paciente normal – aquele dentro da média, tem o paciente acima da média e tem a Julia.

 

O ACIDENTE

 

Na madrugada do dia 6 de abril, ela e o então namorado, Eduardo Klemtz, saiam de Curitiba em direção ao litoral catarinense quando sofreram um grave acidente na BR 101. Julia ficou mais de uma hora presa às ferragens. Alguns detalhes foram revelados só agora. “O socorro da rodovia constatou óbito e o Instituto Médico Legal de São José dos Pinhais foi acionado”, conta Luciano. “O IML só não removeu ela por estar presa. Nós, fatalmente, teríamos sepultado a Julia”.

 

Olhando o estado do carro é impossível acreditar que alguém saiu com vida daí (Foto: Reprodução/Arquivo)

 

Para tirar Julia de dentro do veículo já todo retorcido, foi acionado o Siate que, de acordo com o protocolo de atendimento, mesmo sendo constatado o óbito, precisa levar o corpo até uma emergência. Lá, no Hospital do Trabalhador (para onde a jovem foi levada) verificou-se uma pequena atividade cerebral. “Ela tá viva”. Várias cirurgias e o resto a gente sabe. “É algo além de nossa compreensão”, afirma o pai.

 

Mentalmente muito forte e emocionalmente sem traumas. Desde quando estava no hospital foi assim, tanto é que a parte psicológica foi logo dispensada. “Brincaram que talvez nós precisássemos, mas não ela”. Perguntada se ela enfrenta alguma dificuldade, a resposta é a mais simples possível. “Não”.

 

FÉ E GRATIDÃO

 

“Eu fico muito feliz em saber que tantas pessoas se comoveram com isso e rezaram por mim. Agora sou eu que rezo todos os dias pra quem rezou por mim”, conta Julia.

 

Injeção de ânimo pra qualquer um (Foto: Jonas Laskouski/Se Liga)

 

“As pessoas precisam dar valor primeiro à vida. Você pode sair aqui na rua agora, ser atropelado e ficar paraplégico. Lá na UTI eu vi um menino que caiu de uma bicicleta e perdeu o movimento das pernas. Então… a gente nunca sabe. Depois agradecer, sempre. Acordar e agradecer. Nada de ficar triste, irritado ou estressado por bobeira. Viver feliz!”

 

“Para ter enfrentado como ela enfrentou e está enfrentando, nos surpreendeu muito”, fala o pai emocionado. A nós também, Luciano. “É a coisa mais linda que Deus fez na nossa vida. Ter nos dado ela em 5 de fevereiro de 2001 e ter nos devolvido em 6 de abril de 2019”.

 

“Eu sempre falava pra mim mesma [antes do acidente] que temos que ver o lado bom de qualquer situação. E nossa, é muito verdade. Agora que eu vi”, diz Julia com um sorriso que desafia. “Eu estava certa. Sempre tem que ver o lado bom”.

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