Aperte enter para pesquisar

Gente que acontece

LITERATURA

A história do clã Küster em uma obra que mistura genética e ficção

“A grande ignorância é pensar que somos seres individuais. Somos feitos de uma cultura, carregamos a energia e vibração de nossos antepassados. Trata-se de uma busca de si próprio, de saber quem sou eu”, diz Luís Alberto Küster, autor da obra que será lançada nesta sexta (21)

por Jonas Laskouski

Atualizado em 24/06/2019 - 12h54

Há algum tempo atrás, quando escrevia sobre o músico Robertinho Küster, vinha à mente deste editor outros nomes do extenso clã que carrega esse sobrenome e que, por conta de seus talentos são sinônimos de sucesso em suas respectivas áreas de atuação, de trabalho.

 

Pois bem, lá vamos nós de novo com mais um desses talentos. Na noite desta sexta feira (21), é a vez da estrela de Luís Alberto Küster. E ela brilha justamente numa obra emergente da curiosidade e do desconforto de não saber os detalhes do passado, “O Clã Celta” reúne fatos inacreditáveis descobertos por Luís Alberto respeito da linhagem do clã da família Küster, onde os acontecimentos descritos entrelaçam a história da Europa com o processo de imigração dos europeus para a cidade de Guarapuava. O lançamento da obra acontece a partir das 18h, no Küster Hotel.

 

O livro, que mistura genética, história e ficção, é resultado de 20 anos de pesquisa e traz à luz do presente eventos que o tempo tinha apagado da memória familiar. A linha de pesquisa seguida foi a Genografia (ciência que permite que, através dos genes, seja possível identificar informações dos antepassados). “A grande ignorância é pensar que somos seres individuais. Somos feitos de uma cultura, carregamos a energia e vibração de nossos antepassados. Trata-se de uma busca de si próprio, de saber quem sou eu”, diz o autor
Luís Alberto Küster, destacando também que o trabalho de resgate o fascinou, pois é capaz de salvar a história das brumas do tempo:

 

Nós vivemos o presente intensamente na infância, então passamos a carregar a angústia do futuro na juventude e após viver intensamente esse futuro, chega o privilégio de poder olhar para trás

 

RESENHA

 

O livro narra a jornada do clã celta, iniciada há 25 mil anos, nas cordilheiras do Cáucaso, com o nascimento do primogênito Oisín (haplogrupo R1b de linhagem masculina). Com o término do último glacial máximo (Era do Gelo) há 10 mil anos, seus descendentes conquistam as estepes ao norte do Mar Negro – Estepe Pôntico – Cáspia – na Rússia e Ucrânia dos dias de hoje.

 

Na vastidão da estepe conseguem domar o cavalo selvagem (há 5 mil anos) e aprendem a fundir um mineral esverdeado (calcopirita) e passam a produzir o cobre. Montados sobre cavalos e portando armas mortais de cobre, sobem o rio Danúbio, cruzam os Cárpatos e “invadem” a Europa, há aproximadamente 3 mil anos. Lá constituem a formidável cultura celta, também chamada de gaulesa (gallos) pelos povos romanos.

 

O enfrentamento com as legiões romanas foi inevitável. O general romano Júlio Cesar os derrota definitivamente na Batalha de Alésia, e ao misturar a cultura celta (gaulesa) com a latina, formam a base para a fabulosa cultura francesa dos dias de hoje. Os meninos irmãos celtas, Urik e Jolit, participam da batalha. Após a derrota, o menino Jolit retorna para Nemessos, renomeada Augusta Nemetum pelos romanos, e seus descendentes sofrem o processo de aculturação latino romana. Seu irmão, o menino celta Urik, gravemente ferido em Alésia, dado como morto pelo irmão, é resgatado pelos celtas Treveri. Levando Urik, fogem para Treveri, a sua vila: cidade de Trier dos dias de hoje. Em Trier, a mistura de povos celtas e germânicos, transforma Urik em Ulrich. Seus descendentes, sacristãos (küster), acompanham o bispo de Trier para fundar Hildesheim, local da roseira sagrada, há mil anos.

 

Há 190 anos, em Hildesheim, Reino de Hannover, dois irmãos, Cristian e Wilhelm, descendentes de Ulrich, o
sacristão (Ulrich, der küster) resolvem emigrar para o Brasil, atendendo o chamado da imperatriz Carolina Josefa Leopoldina, que acabara de assinar o Decreto de Independência do Brasil. Cristian e Wilhelm trazem em suas entranhas a semente, assinatura genética celta, nascida com o primogênito do clã, Oisín.

 

O filho primogênito de Cristian, Elias, ao retornar da Guerra do Paraguai, em 1869, e passar pela Villa de Nossa Senhora da Conceição do Passo Fundo, conhece a “missioneira” Soledad, que toma seu coração de assalto. Em Passo Fundo, Elias enfrenta o “dono” da Villa, o poderoso Coronel Prestes Guimarães.

 

Elias e seu irmão Antônio Carlos, próspero industrial curitibano, iniciam no Brasil a grande família
Küster, com descendentes espalhados pelo RS, SC e Paraná, a formar o Clã Celta Brasileiro.

 

Dá pra virar filme, hein. Detalhe importante: o valor arrecadado com a venda dos livros será 100% doado às instituições guarapuavanas Lar Escola e S.O.S.

 

O AUTOR

 

‘Beto’, como é conhecido, se aventura de maneira brilhante pelo mundo das palavras (Foto: Reprodução)

 

Luiz Alberto Küster foi diretor-Presidente do maior aeroporto de cargas da América Latina, é engenheiro civil e “Master of Science” pela Colorado State University. Também é considerado um especialista em concessões de aeroportos e cenários de Infraestrutura no Brasil, tendo sido diretor geral do DER/PR, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Triunfo Participações e Investimentos S.A., e diretor da Terlip – Terminal de Logística Integrada do Paraná. Atualmente exerce a função de consultor no escritório Küster Machado Advogados, auxiliando no desenvolvimento de projetos de infraestrutura combinando a expertise neste segmento com o apoio jurídico do escritório.

 

 

 

 

Comentários

Notícias Relacionadas

ROLÊ

PJ32 e DJ Gabriel Harry são as atrações do Latitude 25º neste sábado (28)

Bora curtir o melhor da night no melhor estilo na melhor casa?

TEATRO

"Na Carne"

Eduarda Roth e Bruna Cybulski, acadêmicas do curso de Arte Licenciatura na Unicentro e as cascas que formamos durante a vida

SAÚDE E COMPORTAMENTO

Avisar ou não nosso amigo que ele ou ela está com mau hálito?

Ferramenta ajuda na halitose, que atinge 30% da população, tem diversas causas e orientação adequada é essencial para a solução