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App do envelhecimento pode ser armadilha virtual, preocupa EUA e deve ser investigado pelo FBI

O filtro que virou febre mundial foi desenvolvido para o aplicativo que foi criado por uma empresa russa. A curiosidade sobre como você vai ficar daqui uns bons anos pode custar caro. Seus dados, para ser direto. E o pior, com sua autorização

por Jonas Laskouski

Atualizado em 18/07/2019 - 03h11

Virou febre e o mundo todo aderiu ao aplicativo que envelhece. Milhares de guarapuavanos, inclusive. No entanto, a curiosidade sobre como você vai ficar daqui uns bons anos pode custar caro. Seus dados, para ser direto.

 

Brincaram até com o menino Ney (Imagem: Reprodução)

 

Em 2017, a empresa russa Wireless Lab criou o FaceApp e agora aproveita o boom para colher informações sobre os usuários, para assim, construir uma enorme base de dados. Com sua autorização.

 

A política de privacidade deixa claro que ao fazer o download, o usuário concorda em fornecer diretamente fotografias e outros elementos, como o histórico de navegação. “Usamos ferramentas de análise de terceiros para nos ajudar a medir o tráfego e as tendências de uso do serviço. Estas ferramentas reúnem informação enviada pelo seu dispositivo ou pelo nosso serviço, incluindo as páginas da web que visita”, diz o texto institucional da política de privacidade do aplicativo.

 

Tem mais, a companhia russa afirma que “não pode garantir a segurança das informações que você transmite ao FaceApp ou garantir que essas informações no serviço não possam ser acessadas, abertas, alteradas ou destruídas”. Vish, f****.

 

Desde o escândalo envolvendo Facebook e o compartilhamento de dados sem autorização, governos tomaram precaução para proteger a segurança dos internautas. Preocupado com a segurança nacional e com os riscos para privacidade de milhões de americanos, o líder da minoria do Senado americano, Chuck Schumer, pediu ao FBI (polícia federal) e à Comissão Federal de Comércio para investigar o FaceApp.

 

Usuários aproveitaram a onda e brincaram com a cara de muita gente (Imagem: Reprodução)

 

Em uma carta divulgada nessa quarta (17), Schumer pediu que o FBI avalie se os dados pessoais enviados para o FaceApp “podem estar chegando às mãos do governo russo” ou grupos associados a Moscou – os desenvolvedores do aplicativo estão sediados em São Petersburgo, na Rússia. O Comitê Nacional Democrata alertou as campanhas presidenciais contra o uso do FaceApp por causa de suas raízes russas.

 

Nos EUA, celebridades como Drake, LeBron James e Jonas Brothers postaram suas fotos envelhecidas nas redes sociais. No Brasil, a moda também pegou entre os famosos e os usuários das redes sociais. Desde que foi lançado em 2017, mais de 80 milhões de pessoas editaram suas fotos através do FaceApp. Inclusive eu e você.

 

(Com informações do Hypeness, Gazeta do Povo e do Washington Post)

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