Aperte enter para pesquisar

Vídeos

Há 24 anos, Alanis Morissette lançava um dos melhores álbuns da história. "Jagged Little Pill" continua in-crí-vel

por Jonas Laskouski

Atualizado em 13/06/2019 - 10h05

Os números do álbum Jagged Little Pill, da canadense Alanis Morissette são alucinantes e se tornam ainda mais incríveis para quem acompanhou o surgimento desta obra musical, no caso este editor que vos fala. Até hoje ele é o terceiro álbum mais vendido nos Estados Unidos desde o início das medições de vendagens feitas SoundScan.

 

O álbum foi um grande sucesso, conseguindo ficar por 12 semanas não consecutivas em #1 nos Estados Unidos (Billboard 200) e sendo um dos três álbuns – assim como Thriller de Michael Jackson e Falling into You de Celine Dion – a ficar no top 10 por 69 semanas.

 

Em 2003, o álbum foi escolhido como o 327° pela revista Rolling Stone como um dos 500 Grandes Álbuns de Todos Os Tempos (“The 500 Greatest Albums Of All Time”). Registros afirmam que Jagged Little Pill é o décimo segundo mais bem vendido álbum de todos os tempos e é o segundo mais vendido da década de 1990, atrás apenas do álbum Come On Over da cantora Shania Twain. Todas essas informações são da Wikipedia.

 

A imagem da capa do clássico (Imagem: Reprodução)

 

Em 1995, exatamente no dia 13 de junho, as confissões emocionais de Alanis tornaram-se febre, juntamente com seus vocais e canções que ainda são referências mais de duas décadas após o lançamento.

 

“Apesar da unidade do disco, os temas das canções são bastante variados. Em You Oughta Know, primeiro e maior hit do disco, Alanis fala sobre o doloroso fim de um relacionamento, num misto de raiva e fragilidade: “Does she know how you told me you’d hold me until you die? But you’re still alive and I’m here” (“Ela sabe que você disse que estaria comigo até morrer? Mas você continua vivo, e eu estou aqui”). Em You Learn, é o autoconhecimento em diferentes níveis que está em pauta. Hand In My Pocket é sobre amadurecer. Perfect questiona o peso das expectativas: “We’ll love you just the way you are, if you’re perfect” (“Vamos amar você do jeito que você é, se você for perfeito”). Forgiven é uma crítica sincera à criação religiosa da própria Alanis: “I never forgot it, confusing as it was: no fun with no guilt feelings” (“Eu nunca me esqueci, por mais confuso que fosse: sem diversão se não houver sentimento de culpa”). Head Over Feet, a mais romântica do álbum, também tem uma carga de honestidade bem característica da cantora. E Ironic… Bem, Ironic se explica com seus últimos versos: “life has a funny way of sneaking up on you, and life has a funny way of helping you out” (“a vida tem um jeito engraçado de aprontar com você, e um jeito engraçado de te ajudar”)”, explica Fernando Américo num texto preciso feito em 2015 quando o álbum completou 20 anos.

 

De modo geral, todas as letras expressavam questões pessoais da cantora, ao mesmo tempo em que dialogavam diretamente com quem as ouvia. Está aí talvez o maior mérito de Alanis Morissette nesse disco, e em toda sua carreira: sua forma de tornar uma expressão íntima algo universal, que qualquer um pode tomar para si.

 

O Se Liga fica justamente com Ironic para celebrar a música em seu melhor estilo. Aproveite o aniversário e se permita ouvir o álbum todo. É o que estamos fazendo nesse momento.

 

Comentários